O Poder da Palavra de Jesus Cristo Dr. Celso Eduardo Olivier Docsystems

"O meu ensino não é meu, e, sim, daquele que me enviou.
Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá à respeito da doutrina,
se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo.
Quem fala por si mesmo está procurando a sua própria glória;
mas o que procura a glória de quem o enviou,
esse é verdadeiro e nele não há injustiça."
Palavra de Jesus em João 7. 16 a 18.
O termo "palavra" é proveniente do grego "parabole", modificado pelo latim "parabola". No dicionário pode assumir diferentes sentidos. Em nosso estudo empregaremos apenas dois destes sentidos. Utilizando-o como sinônimo de "vocábulo", (som articulado provido de significação ou sua representação gráfica) grafaremos "palavra" com "p" minúsculo. Utilizando como sinônimo de "discurso", ou "mensagem", grafaremos "Palavra" com "P" maiúsculo.
A analisarmos a Palavra como sinônimo de mensagem ou comunicação, dentro de uma abordagem neurolingüística devemos sempre estar identificando os elementos participativos da comunicação, quais sejam: a origem da Palavra (o autor), o destino da Palavra (o receptor), e o veículo da Palavra (aquele que a transmite). Isto é importante para que possamos valorizar adequadamente o conteúdo ou a mensagem envolvida, principalmente quando percebermos que a Palavra vem de Deus e o destino somos nós.
O escopo desta obra é o estudo do conteúdo da Palavra de Jesus. Não estaremos excessivamente preocupados com a forma como foi dita, ou com que letra foi escrita, mas sim com a mensagem que nos transmite, tal qual se apresenta a nós na atualidade. O fato de Jesus ter-se utilizado ricamente de parábolas e comparações na ministração de Seus ensinos remete-nos a este tipo de abordagem associativa. Antes de falar ao intelecto, esta mensagem é destinada ao nosso espírito, e mais do que informar, o objetivo é transformar a vida daquele que aceita a Jesus como suficiente Redentor. Para isto utilizaremos a Bíblia traduzida por João Ferreira de Almeida na versão revista e atualizada pela Sociedade Bíblica do Brasil.
Estaremos utilizando uma técnica de estudo um pouco diferente daquela utilizada nos seminários Bíblicos e faculdades de Teologia convencionais. Nos seminários Bíblicos utiliza-se uma abordagem Hermenêutica das escrituras. A abordagem Hermenêutica parte do princípio de que o sentido essencial do texto deve ser encontrado na língua na qual este foi escrito.
Não sou um hermenêutico, mas minha especialidade é a Neurolingüística. A Neurolingüística (simplificadamente) é a ciência que estuda a linguagem do cérebro, e as suas representações e simbolismos. Uso esta abordagem para estudar o texto Bíblico por três razões:
1. Muitas mensagens do SENHOR não foram redigidas na língua em que foram proferidas, principalmente as Palavras de Jesus.
2. O Espírito não se utiliza de uma língua humana específica para transmitir as suas mensagens, mas de uma linguagem própria e universal, que transcende qualquer língua humana, uma vez que estas são limitadas por sua própria natureza. Justifico-me nisto citando Atos 2. 1 a 13.
3. Da mesma maneira que creio na veracidade da Bíblia como Palavra do Senhor, por Sua própria Soberania, mantendo-a pura e verdadeira nas escrituras originais e cópias sucessivas, também creio na veracidade e inerrância de suas traduções para nossas línguas maternas. O mesmo Espírito que zela pelo original, também zela pela tradução. Como vimos em Atos 2.
A Bíblia é a única fonte reconhecida para o estudo da Palavra de Jesus. Mas não contém apenas a Palavra de Jesus. Existem basicamente quinze tipos de discursos, ou Palavras na Bíblia, os quais podemos reconhecer facilmente. Nem sempre a Palavra pertence a quem a transmitiu verbalmente, mas na maioria dos casos, a autoria está claramente indicada.
Podemos classificar as Palavras da Bíblia, segundo a autoria e o veículo pelo qual elas chegam a nós.
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