PUERICULTURA  PEDIATRIA  DOCSYSTEMS       DR. CELSO EDUARDO OLIVIER

 

PUERICULTURA

Bem vindo ao web site dedicado à PUERICULTURA

seguinte

 

        

PREVENÇÃO DE ANOMALIAS GENÉTICAS - SÍNDROME DE DOWN

    De todas as anomalias genéticas, a mais comum é, sem dúvida, a síndrome de Down, que, por sua alta freqüência, merece um capítulo especial.

    A síndrome de Down (antigamente denominada mongolismo) é uma alteração numérica simples dos cromossomos humanos.

    Em todas as células vivas do indivíduo normal, existem quarenta e seis cromossomos responsáveis por todas as características genéticas individuais. Vinte e três são herdados da mãe e vinte e três, do pai.

    Na síndrome de Down, por anormalidade na formação do óvulo, existe um cromossomo a mais: o de número vinte e um, que é herdado da mãe. O paciente com a síndrome de Down tem, portanto, quarenta e sete cromossomos em suas células. Por serem três cromossomos vinte e um, ao invés de dois, a patologia também é chamada de trissomia do vinte e um.

    O cromossomo acessório é responsável por todas as características clínicas do portador de síndrome de Down, quais sejam: baixo quociente intelectual (entre quinze e cinqüenta), baixa estatura, déficit imunológico, cardiopatias congênitas, frouxidão ligamentar, menor esperança de vida, fácies típica com fendas palpebrais oblíquas e crânio achatado.

    Apesar de serem crianças e adultos que necessitam de supervisão e treinamento especiais, os portadores da síndrome de Down são seres humanos alegres, felizes, afetivos, com boa capacidade imitativa e afeitos à musica e à dança.

    Qualquer mulher pode estar sujeita a ser mãe de portador da síndrome de Down. Atualmente, não existem meios de evitar a concepção de feto com trissomia. No entanto, sabemos que o risco de aparecimento deste tipo de anomalia genética está relacionada diretamente com a idade materna na época da fecundação. Nesse sentido, a literatura médica apresenta a seguinte estatística:

    O risco aproximado de nascimento de uma criança com a síndrome de Down, filho de uma mulher:

a) com menos de 25 anos, é de 1 caso a cada 2000 nascimentos;

b) com idade entre 30 e 35 anos, é de 1 caso a cada 1800 nascimentos;

c) com idade entre 35 e 40 anos, é de 1 caso a cada 260 nascimentos;

d) com idade entre 40 e 45 anos, é de 1 caso a cada 100 nascimentos;

e) com idade maior que 45 anos, é de 1 caso a cada 50 nascimentos.

    Deste modo, você, mulher, não deve programar a gravidez para muito tarde, uma vez que o risco de aparecimento da irregularidade genética se eleva consideravelmente com o passar do tempo. Do mesmo modo, você, homem, procure não constituir família com mulher no fim da vida fértil, para não terem de se ver com esse tipo de problema.

Bibliografia Complementar

O livro

Índice

E-Mail Dr. Celso

Síndromes recessivas